A SORTE DE SER ADVOGADA E PROFESSORA

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Nesse dia dos professores, em que homenagens são rendidas àqueles que colaboram com a transformação da sociedade e formação de uma consciência crítica, quero compartilhar, especialmente com os meus alunos e ex-alunos, a alegria de ter tido a benção de encontrar, nas duas profissões, tudo aquilo que acredito ter importância. Por isso, compartilho também a sorte de fazer o que amo, com absoluta entrega todos os dias e a cada novo desafio.

 

Só posso falar do ensino superior, como professora que sou do Curso de Direito, tanto na graduação, quanto na pós-graduação e, nesse contexto, quero tratar especialmente da responsabilidade das instituições de ensino superior na formação dos novos profissionais para a construção de um país melhor.

 

A responsabilidade das instituições de ensino superior, na formação mais ampla do indivíduo, não é exclusivamente acadêmica, técnica, em que pese a sua relevância.

 

Não podemos perder de vista o claro comprometimento com o desenvolvimento econômico do país, que se opera pelas mãos dos jovens profissionais, na maioria das vezes, lançados no mercado de trabalho sem as condições necessárias para exercer a profissão que escolheram ao ingressar no curso superior.

 

A tendência atual de promover a acessibilidade ao ensino superior, de forma que os estudantes das classes menos favorecidas possam obter formação acadêmica e profissional, desnatura o foco da educação, priorizando o aspecto negocial e o lucro.

 

Não é razoável apenas considerar a grandeza da oportunidade proporcionada pela universalização do ensino. Como direito fundamental, a educação há que ser mais do que a garantia de uma formação superior. Muito mais do que o simples ingresso nos cursos superiores mediante prestações diminutas, mas a verdadeira formação do indivíduo para que suas legítimas expectativas sejam atendidas, e ainda, que esse novo profissional possa efetivamente ingressar no mercado de trabalho e participar do desenvolvimento econômico do Brasil.

 

Ao permitir que a iniciativa privada também preste serviços de natureza educacional, mesmo que subordinada ao cumprimento das normas gerais da educação nacional e dependente de autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público, o Estado transfere uma tarefa que se concretiza com a formação do indivíduo em diversos aspectos, seja em relação ao seu principal objetivo, a formação profissional, seja nos aspectos psicológico, social e emocional.

 

A educação de qualidade deve ser encarada não só como um objetivo em si mesma, mas como uma finalidade do Estado, ainda que fornecida pela iniciativa privada, para a garantia na formação dos profissionais do século XXI.

 

Cada vez mais as empresas, no mundo inteiro, estão buscando profissionais diferenciados no mercado com uma formação acadêmica suficiente para atribuir-lhes a qualidade mais cobiçada na atualidade, a de líderes socialmente responsáveis.

 

A experiência prática no mercado de trabalho, aliada à educação de qualidade formam estes líderes tão cobiçados e praticamente inexistentes.

Com essa formação cuidadosa, nosso país será presenteado com os executivos e políticos que a sociedade precisa.

 

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