Falando um Pouco Sobre Ética

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Meus queridos amigos, não escondo minha paixão pela ética como elemento fundamental para uma vida digna, seja no aspecto pessoal ou profissional. Como professora de ética profissional, com meus alunos do curso de Direito, procuro ampliar o horizonte e a importância da ética quando trato da sua aplicação na advocacia.

 

A leitura do livro Ética e Vergonha na Cara!, com certeza tem esse objetivo de ajudar-nos a entender melhor a importância da ética nas nossas relações, sejam de natureza pessoal ou profissional.

 

“Kant sugere algo especial. Ele diz que tudo o que não se puder contar como fez, não se deve fazer. Porque, se há razões para não poder contar, essas são as mesmas razões para não fazer. E não estou falando de sigilo, estou falando de vergonha. Pois existem coisas que não podem ser contadas porque pertencem ao terreno da privacidade, do sigilo. Mas há aquelas que não podemos contar porque nos envergonham, nos diminuem.” Essas palavras são de Mario Sergio Cortella, no livro “Ética e Vergonha na Cara![1]

 

Ainda que sejamos únicos e nossos valores também, alguns deles estão presentes em todos nós simplesmente porque vivemos no mesmo local, com os mesmos hábitos, na mesma época, sob as mesmas leis. São valores e princípios que reconhecemos como valiosos para a convivência em sociedade e para a preservação da segurança das relações e do próprio indivíduo.

 

Ainda que tenhamos consciência de que esses valores merecem nossa atenção e respeito, e ainda que existam leis para garantir a proteção desses alicerces, a oportunidade de escolha entre o certo e o errado está sempre presente. De seguir a lei, ou de transgredi-la, respondendo pela escolha equivocada.

 

Mas você poderia estar pensando agora: mas o que é certo? Ou, o que é errado?

 

Como vivemos em grupos, os parâmetros acerca do que é permitido, ou proibido está em geral fixado em regras, em normas jurídicas, por exemplo, ou em precedentes, como na Inglaterra.

 

De qualquer forma, as regras estão sempre presentes, implícita ou expressamente para decidirmos se queremos segui-las, ou não.

 

A verdade é que ninguém nasce ético, não somos éticos por natureza, como um dom que recebemos, mas aprendemos a ser éticos e a valorizar esse comportamento em nós mesmos e nos outros, especialmente naqueles com os quais nos relacionamos.

 

A problemática destacada por Cortella, usando as palavras do filósofo Immanuel Kant está exatamente na forma de proceder, de fazer escolhas que proporcionem engrandecimento, na medida em que nossas atitudes possam ser reveladas, compartilhadas, publicadas, sem que nos envergonhemos delas.

 

Não é o que se vê em muitos setores da nossa sociedade, seja na economia, na política, ou mesmo nas relações familiares. Tudo porque determinadas escolhas não levam em conta a atenção ao outro, seja ele seu empregado, seu marido ou esposa, seu chefe ou os cidadãos deste país.

 

Quando as nossas escolhas se voltam também para o “outro”, sem olhar exclusivamente nossos interesses e prazeres, em geral, tomamos o caminho correto, porque refletimos com ética.

 

Que tal uma postura diferenciada, capaz de exigir de todos com os quais nos relacionamos o mesmo comportamento, para multiplicamos esse hábito de agir com ética?

 

 

[1]Mário Sérgio Cortella e Clovis de Barros Filho. Ética e Vergonha na Cara! Editora Papirus 7 Mares, 2014.

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