Inscrição na OAB e a escolha da disciplina na 2ª fase

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Já divugamos aqui no OAB de Primeira algumas orientações dos professores de Direito Civil e Direito Penal do IOB Concursos Marcato sobre a difícil escolha da segunda fase do Exame de Ordem. Gostaria de comentar mais alguns elementos para facilitar essa opção que deve ser feita no momento da inscrição.

 

Pois bem, para escolher a área que fará a peça prática, o candidato deve pensar sempre no ramo do direito (público ou privado) e na disciplina, nada além disso.

 

Deve levar em conta quais foram as áreas que mais se interessou na graduação, quais matérias sentia mais prazer em estudar, quais foram as suas melhores notas.

 

Avaliando esse histórico durante o curso de Direito, a sua opção ficará muito mais fácil e sobretudo mais segura.

 

Explico: quando vamos argumentar sobre os direitos do nosso cliente devemos estar familiarizados com a disciplina, com o tema proposto, ou melhor, com o problema enfrentado.

 

Devemos conhecer a posição da doutrina e da jurisprudência recente e só teremos essa abordagem se, e quando, efetivamente estudarmos e nos dedicarmos àquela determinada matéria.

 

Aqueles que sempre dedicaram a maior parte do tempo para o direito do trabalho e processo do trabalho durante a graduação, sempre sentiram praer com essa disciplina, não devem optar por direito penal na segunda fase, pela simples razão de que o seu estudo será muito maior, mais árduo e menos prazeroso, além do que você não estará familiarizado com os aspectos práticos da disciplina.

 

Assim, verificar o nível de afinidade e de conhecimento acumulado nas determinadas disciplinas ofertadas para a segunda fase é uma obrigação do candidato que deseja ter um excelente desempenho na prova da OAB.

 

Quando falamos sobre o que conhecemos, sobre o que vivenciamos, nosso discurso é mais homogêneo, sem surpresas, coerente e, acima de tudo convincente. Esse é o seu ojetivo, não é?

 

Convencer o examinador de que você está apto a exercer a advocacia naquela área que você mais gosta implica em familiaridade com a disciplina, com seus termos próprios, o que demonstra o seu conhecimento técnico jurídico.

 

Alguns colegas e professores orientam seus alunos dizendo o seguinte: uma coisa é o Exame de Ordem e outra é a vida profissional. Primeiro passe no exame com a disciplina mais fácil, faça a opção “X”.

 

Ora, como a opção “X” pode ser melhor se o candidato não tem afinidade alguma com o assunto? Sempre teve dificuldade de aprender aquela disciplina e não conhece a legislação pertinente?

Respeito os colegas, mas discordo da orientação. O sucesso pode até acontecer, mas o caminho será mais árduo.

 

Portanto, na hora da sua inscrição para o próximo exame leve em conta o seu prazer em estudar, ainda que a área escolhida não represente o ramo do direito que você deseja atuar como advogado.

 

Lembre-se das suas afinidades com determinados assuntos que despertam maior interesse, pois certamente você passará alguns dias estudando só isso e a sua compreensão também depende do prazer que você encontra nos momentos de aprendizado.

 

Tudo fica melhor quando sentimos prazer!

 

Um degrau de cada vez, pois a subida é certa, mas a escada é longa.

As boas escolhas são determinantes para o seu sucesso!

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