Cursos de Direito aumentam 700%, mas qualidade cai, diz OAB

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Na última terça-feira, 21, os debatedores da XXII Conferência dos Advogados, realizada no Rio de Janeiro, concluíram que a grande quantidade de reprovados nos Exame de Ordem se deve à má qualidade do ensino jurídico.

 

Segundo eles, a comprovação vem através dos números: em 1996, o país contava com 160 faculdades de Direito. Cinco anos depois, em 2001, esse número subiu para 505 e hoje, já são 1.284 faculdades, registrando um aumento de 700% em 18 anos.

 

Ophir Cavalcante Junior, membro honorário vitalício da OAB, discursou no evento e explicou que o principal intuito do Exame de Ordem é garantir o exercício qualificado da profissão. Ele também criticou as faculdades com baixa aprovação na prova. “Pesquisas demonstram que aqueles cursos que têm uma aprovação baixa no Exame de Ordem geralmente não investem em pesquisa e extensão e remuneram mal seus professores”, afirmou.

 

O novo marco regulatório do ensino jurídico e os problemas de qualidade nos cursos, foram os principais assuntos tratados pelo presidente da comissão nacional de educação jurídica do Conselho Federal da OAB, Eid Badr, que explicou as medidas que estão sendo tomadas pela entidade para melhorar essa situação. “Foram realizadas, no ano passado, 32 audiências pelo Brasil, nas quais alunos e professores se juntaram para tentar melhorar a qualidade do ensino”, contou.

 

Em seu discurso, Willian Guimarães Santos de Carvalho, presidente da OAB-PI, elogiou as mudanças em relação às regulamentações do estágio e da obrigatoriedade do ensino da prática jurídica. Além disso, destacou a preocupação da entidade com os novos advogados e estagiários.

 

Durante a conferência, também foi levantada a questão sobre a valorização do professor. Para o presidente da comissão especial de apoio ao professor de Direito do Conselho Federal, Sergio Leal Martinez, devem ser criados projetos que valorizem o papel que esse professor desempenha. “Para que o professor de Direito possa exercer seu trabalho com dignidade, deve haver remuneração adequada ao seu papel e desempenho na sociedade”, explicou.

 

 

Com informações de Consultor Jurídico

 

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