Cursos de Direito crescem em faculdades de capital aberto

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A década de 90 registrou um alto crescimento nos cursos de Direito no Brasil, totalizando hoje 1.157 graduações distribuídas em todo o país, resultando em um aumento de mais de 600%, se comparado com os 165 cursos credenciados no ano de 1991.

 

Essa expansão pode ser relacionada, em parte, à criação e rápida evolução dos grandes grupos educacionais, sendo Anhanguera, Estácio, Ser Educacional e Kroton, os de maior destaque no segmento. Hoje, a proporção é de que pelo menos um, em cada dez cursos jurídicos, é controlado por essas empresas de capital aberto no mercado financeiro.

 

O investimento feito pelos grupos foi embasado por meio de pesquisa realizada pelo Observatório do Ensino de Direito, da Fundação Getúlio Vargas, que aponta o curso de Direito como uma oportunidade de negócio de baixo custo operacional e com alta demanda – atualmente o Brasil tem 770 mil alunos matriculados em graduações de Direito.

 

Com essa explosão do ensino jurídico, a qualidade tem preocupado o Ministério da Educação (MEC), que suspendeu a criação de novos cursos no País em 2013. Para o coordenador da pesquisa, professor José Garcez, a maior capacidade financeira dos grandes grupos tem aumentado a concentração do mercado do Direito. “É um aspecto preocupante. Com essa concentração há uma homogeneização que pode comprometer a qualidade”, diz.

 

Dados da pesquisa apontam que 86% de instituições privadas oferecem o Direito na graduação, mestrado e doutorado, contra 14% em universidades públicas. Além disso, o Brasil possui uma proporção de 5,97 cursos de Direito para cada milhão de habitantes. A região com maior número de cursos é a Sudeste, com 503, sendo 94% deles privados.

 

Com informações de O Estado de S. Paulo.

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