Cursos jurídicos deverão ter o currículo alterado ainda este ano

Cursos jurídicos deverão ter o currículo alterado ainda este ano

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Assim como o Dia do Advogado, os cursos jurídicos no Brasil comemoram nesta segunda-feira,11/08, 187 anos de existência em meio a uma grande discussão sobre o crescimento das faculdades no país em relação à qualidade dos profissionais graduados. Dessa forma, segundo o Ministério da Educação, até o final do ano, os cursos de Direito devem sofrer alterações em seus currículos.

 

Os primeiros cursos jurídicos no Brasil surgiram em 1827, através da criação de duas faculdades de Direito, sendo uma em Olinda, que deu origem à Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, e outra em São Paulo, que deu origem à Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Especialistas defendem mudanças como a inclusão ou reforço do ensino de matérias práticas, Ética, Direito Constitucional, entre outras.

 

Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, Marcos da Costa, a história é riquíssima, mas precisa de transformações. Segundo ele, a mudança mais urgente diz respeito ao paradigma do processo e acredita que o ensino da conciliação e mediação, de novas disciplinas e do processo digital deve receber mais atenção.

 

“Os cursos sempre foram muito focados no processo, mas hoje nós temos, até em face da estrutura do Judiciário não dar conta da demanda imensa de processos, a busca maior pelo caminho da conciliação. Isso é importante na formação do profissional. O curso forma não só o advogado, mas também o bacharel, que depois vai ser um magistrado, promotor, delegado. Temos também áreas novas no Direito que precisam de cadeiras suplementares. O processo digital também precisa ser melhor abordado nos cursos para preparar os profissionais para o uso da tecnologia”, comenta.

 

Ele ainda acredita que devido as mudanças constantes e ao crescimento do mercado ocasionados pela aceleração da economia do país, atualmente a advocacia sofre defasagem de vários profissionais, como especialistas em telecomunicações, contabilidade, óleo e gás, entre outras. “Os estudantes deveriam ter a oportunidade de escolher uma especialização na faculdade”, diz.

 

Em relação aos critérios de avaliação, o presidente da OAB-SP reforça a defesa do Exame da Ordem como importante ferramenta de incentivo o aumento do conhecimento profissional, principalmente por conta da grande quantidade de cursos jurídicos. “Mas o Exame sempre precisa passar por um processo de rediscussão por causa das várias áreas que estão surgindo e das demandas da sociedade”, completa.

 

Vale ressaltar que a entidade acompanha os cursos de Direito por meio da Comissão de Educação Jurídica, que auxilia na avaliação dos cursos antes da abertura e durante, através de acompanhamento. Marcos da Costa ainda defende a formação humanística como a maior qualidade dos cursos de Direito no Brasil.

 

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