Eduardo Cunha faz duras críticas à OAB por resultado de pesquisa

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Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

 

O Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), criticou a OAB ao comentar uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela entidade e divulgada ontem. A pesquisa apontou que 74% dos entrevistados é contra o financiamento empresarial de campanhas políticas e partidárias.

 

Cunha, que é favorável ao financiamento privado, disse que a OAB é um cartel e que não tem credibilidade. “A OAB não tem muita credibilidade há muito tempo. As minhas críticas à OAB são constantes”, afirmou.

 

Recentemente, o Presidente da Câmara foi acusado por adversários de utilizar manobras regimentais para conseguir aprovar na Câmara projetos de seu interesse, como as doações por empresas e a redução da maioridade penal. Os deputados haviam rejeitado um texto que previa doações de pessoas jurídicas tanto a partidos quanto a candidatos. Mas, um dia depois, texto semelhante, que autorizava doações somente a partidos políticos, acabou aprovado em primeiro turno.

 

No levantamento, o Datafolha ouviu 2.125 pessoas com mais de 16 anos. As entrevistas foram feitas entre 9 e 13 de junho em 135 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

 

Eduardo Cunha questionou o resultado da pesquisa: “Eu não vi essa pesquisa e tem que ver como foi perguntado, porque eu já vi pesquisas que dizem o contrário, que a população é contra o financiamento público”, argumentou.

 

A OAB ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o financiamento privado de campanha e ainda não se pronunciou em relação às declarações de Cunha.

 

ATUALIZAÇÃO:

Em resposta, o presidente da entidade, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, afirmou: “A pesquisa é do Datafolha. Ela revelou os números, com a credibilidade que é detentora. As ideias devem brigar, não as pessoas. As instituições devem se respeitar. O debate de ideias e a divergência de opiniões são próprias de uma democracia. Ofensas e desacatos não vão mudar os números da opinião pública”.

 

 

 

Com informações de G1 e Revista Exame

 

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