Funcionária ofendida pelo chefe no WhatsApp será indenizada

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Um vendedora conseguiu comprovar ter sido vítima de assédio moral por parte de seu gerente através do aplicativo de mensagens WhatsApp. Em mensagens compartilhadas diariamente com a equipe, o supervisor ofendia a subordinada com palavras como “gorda” e “bunda mole”, além de fazer piadas a respeito do seu corpo.

 

A empresa foi condenada, em 1ª instância, a pagar apenas R$ 3 mil referentes às verbas decorrentes da rescisão indireta do contrato, porém o pedido de indenização por dano moral foi negado à ex-funcionária. Em recurso, a 1ª câmara do TRT da 12ª região entendeu que os atos repetitivos do gerente acabaram criando um ambiente hostil e tornaram insustentável a permanência da funcionária na empresa.

 

Através de depoimento, testemunhas confirmaram que o gerente tinha o hábito de chamar a autora de gorda, feia, bunda mole e bigoduda, bem como de fazer piadas do gênero “tens tanta celulite por que? Sentasse na brita né?”.

 

“Ora, se é indene de dúvidas que o gerente da ré – cargo sabidamente de grande expressão numa loja – tratava a demandante, diariamente, de forma desrespeitosa como a que acima foi noticiada, é imperioso que se reconheça nesse comportamento uma atitude capaz de tornar insustentável a continuidade da relação de emprego e, portanto, como motivo suficiente para levar a acionante a postular o rompimento do vínculo por falta grave cometida pelo empregador, ou seja, indiretamente”, afirmou o desembargador relator Garibaldi Tadeu Pereira Ferreira.

 

Dessa forma, concluiu que “as humilhações pelas quais passou a autora constituíram verdadeiro assédio moral” e fixou indenização de R$ 10 mil. A decisão foi unânime.

 

Processo: 0002421-48.2014.5.12.0022

 

Com informações de JusBrasil

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