Jornada de trabalho de 17h rende processo de R$ 5 milhões

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O Ministério Público do Trabalho processou a AmBev, empresa do setor de bebidas, mediante acusação de que vinha obrigando seus funcionários a fazerem constantes horas extras, chegando a jornadas de trabalho diárias de até 17 horas. A legislação trabalhista determina jornada diária de, no máximo 10h, sendo 8h regulares e 2h extras.

 

O MPT iniciou as investigações em 2014, após receber uma denúncia anônima contra a empresa. Para comprovar as jornadas excessivas, os procuradores tiveram acesso aos cartões de ponto dos empregados, entre os meses de abril a agosto, entregues pela própria empresa. Foram identificadas jornadas de trabalho de 15 a 17h em um centro de distribuição da empresa.

 

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Segundo nota, o MPT afirma que foi proposto à companhia a possibilidade de acordo para correção dos horários de trabalho, mas que a mesma negou. Dessa forma, o órgão entrou com ação solicitando indenização de R$ 5 milhões por danos morais e para fixação de jornadas de até 10h por dia.

 

 

A empresa, por sua vez, alega não ter sido oficialmente notificada sobre o processo e limitou-se a comentar que “cumpre com todas as leis trabalhistas e preza pelo respeito aos seus funcionários”. Além disso, também destacou os “inúmeros prêmios de gestão de pessoas que recebe a cada ano”, que seriam um reflexo de um bom ambiente de trabalho.

 

 

Com informações de Folha de S. Paulo

 

 

 

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