Loja de grife em SP é acusada de racismo

/ 0 Comentários / 63 Visualizações /

Avalie esse post

Uma loja de roupas localizada na Rua Oscar Freire, nos Jardins, bairro nobre da cidade de São Paulo, foi acusada de racismo ao expulsar uma criança de 8 anos que estava na calçada em frente à loja. A confusão aconteceu no último sábado, 28.

 

O norte-americano Jonathan Duran relatou o ocorrido por meio de seu perfil no Facebook. Ele conta que estava passeando pela região com a família, quando ao se desencontrar da esposa, parou na frente do estabelecimento, acompanhado de seu filho, com o intuito de ligar para a mulher. Nesse momento, foi abordado por uma vendedora da loja, que teria confundido o menino com um morador de rua. “Chegou irritada e falou para mim: ‘Ele não pode vender coisas aqui’. Olhei para ela sério e respondi: ‘Ele é meu filho’”, contou, no Facebook.

 

A lojista teria respondido que “em certos lugares em São Paulo, a pele do seu filho não pode ter a cor errada.” A postagem na rede social já possui mais de 3.500 compartilhamentos.

 

Em nota divulgada à imprensa, a Animale Brasil, grife proprietária da loja, disse que já entrou em contato com Duran e declarou repúdio a qualquer ato de discriminação, além de afirmar que “o caso está sendo apurado internamente”.

 

A empresa também utilizou a rede social para se defender sobre o caso. “No último sábado fomos pegos de surpresa por um episódio inesperado. Contudo, o mais importante é a tomada de consciência que estamos tendo internamente para reforçar valores desta empresa que acabamos de descrever. Somos e acreditamos na diversidade em todos os sentidos. Definitivamente somos uma empresa que repudia qualquer atitude de discriminação e preconceito”, diz a nota.

 

Duran não ficou convencido com a postagem e disse tratar-se de um texto escrito por advogados e relações públicas para não comprometer a imagem da marca. Para ele, o racismo no Brasil ocorre de maneira velada e deve ser discutido com urgência. Ele não registrou boletim de ocorrência e diz que não pretende processar a marca. “Isso leva muito tempo e preferi levantar a questão de outra forma”, concluiu.

 

 

Com informações de Revista Exame e Portal G1

 

Deixe seu Comentário