Médica veterinária é processada por se recusar a sacrificar animal

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Uma veterinária que realiza trabalhos sociais e voluntários em Fortaleza (CE) está sendo processada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária por não ter realizado procedimento de sacrifício de uma cadela que estava com leishmaniose. Após a publicação da ativista Luisa Mell, o caso ganhou repercussão em todo o Brasil.

 

“Amigos, a Dra. Karine Paiva realiza um importante trabalho em Fortaleza, onde realiza mutirões de castração a preços populares. Além de ter sua própria clínica, é uma veterinária que ajuda a proteção animal. Ama e luta pelos animais. Deveria receber prêmios e aplausos por isso. Mas o Conselho de medicina veterinária acha o contrário”, afirmou Luisa em sua rede social.

 

A veterinária também faz parte de ONG’s que defendem os animais. Segundo a médica, esse processo está em andamento desde 2014.

 

“Eu recebi realmente o processo e a audiência está programada para o próximo mês. Estou com minha consciência tranquila e também muito agradecida pelo apoio que estou recebendo”, declarou Karine.

 

Porém, a veterinária discorda do posicionamento do Conselho. “Meu questionamento é que existem vários animais com calazar, outras doenças, e não são sacrificados por outros veterinários, e esses não são notificados”, argumenta. A leishmaniose chegando ao homem é dado o nome de calazar.

 

O Conselho Regional de Medicina Veterinário do Estado do Ceará diz que estão apenas cumprindo ordens do Ministério da Saúde. “Os conselhos regionais cumprem as ordens da ordem federal. Apenas um caso em Mato Grosso do Sul, quando um juiz concedeu uma liminar e liberou o tratamento de um animal com a doença. No nosso Conselho não é permitido”, afirma o presidente do órgão, Célio Pires Garcia.

 

A médica Karine Paiva será julgada no próximo mês e pode ser penalizada com apenas uma notificação ou até com a cassação do diploma.

 

A leishmaniose é uma doença não contagiosa causada por parasitas (o protozoário Leishmania) que invadem e se reproduzem dentro das células que fazem parte do sistema imunológico (macrófagos) da pessoa infectada.

 

Sua transmissão se dá através de pequenos mosquitos que se alimentam de sangue, e, que, dependendo da localidade, recebem nomes diferentes. Por serem muito pequenos, estes mosquitos são capazes de atravessar mosquiteiros e telas. São mais comumente encontrados em locais úmidos, escuros e com muitas plantas.

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