Presidente da OAB Nacional repudia racismo no futebol

Presidente da OAB Nacional repudia racismo no futebol

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Devido aos acontecimentos recentes de racismo ocorridos na partida entre Santos e Grêmio, pela Copa do Brasil, o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, emitiu nota nesta quinta-feira (4) sobre a repercussão dos atos de racismo, preconceito e intolerância no futebol brasileiro.

 

O Grêmio foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pelas ofensas raciais dirigidas ao goleiro do Santos, Aranha, durante a partida do último dia 28, em Porto Alegre. O STJD decidiu pela eliminação do time gaúcho do campeonato e determinou multa de R$ 50 mil.

 

Os torcedores identificados e flagrados cometendo o ato ofensivo, foram condenados a 720 dias sem poder frequentar estádios. A punição se estendeu ao árbitro da partida e seus auxiliares, pois no entendimento do STJD houve omissão da arbitragem ao não relatar as ofensas verbais na versão inicial da súmula, resultando em aplicação de multa e suspensão de 90 dias.

 

Confira abaixo a íntegra da nota de repudio emitida pelo presidente nacional da OAB.

 

O racismo não deve ser tolerado

A Ordem dos Advogados do Brasil, voz constitucional do cidadão, vem a público lamentar os atos de racismo praticados no futebol, ferindo de morte o dispositivo constitucional que assegura o tratamento igualitário de todos os brasileiros, sem preconceito de qualquer ordem, especialmente por motivo de origem racial.

 

O racismo é crime e deve ser exemplarmente punido, principalmente para não estimular a construção de uma sociedade intolerante e preconceituosa.

 

Apenas este ano, são 12 os casos de racismo ocorridos no futebol brasileiro, sem falar nos casos não divulgados, não denunciados e não comprovados.

 

A OAB Nacional conclama toda a sociedade brasileira a unir esforços para o afastamento de seu meio dessa chaga que ainda mancha a nossa pátria. O racismo não pode ser tolerado para que possamos edificar uma nação livre, plural, democrática e verdadeiramente igualitária.

 

Os atos e cânticos racistas promovidos por fatias minoritárias de torcidas no futebol também são reflexo do pensamento autoritário que ainda povoa certos setores da sociedade brasileira, incapazes de aceitar e compreender o outro em sua integralidade e de respeitar a diversidade do ser humano.

 

Marcus Vinicius Furtado Coêlho

Presidente nacional da OAB

 

 

Com informações de OAB

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