TST condena empresa que obrigou funcionário a andar sobre brasas

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Funcionários de uma empresa de distribuição de medicamentos tiveram que andar sob o fogo, literalmente. Durante um evento de motivação da empresa Medicamentos Santa Cruz Ltda, os participantes tiveram que andar em um corredor de mais de 10 metros coberto em brasa.

 

Um trabalhador alegou ainda que a atividade comprometeu, não somente sua saúde, mas integridade física dos funcionários. Testemunhas afirmam que alguns tiveram queimaduras em seus pés.

 

O ministro do processo, ministro Walmir Oliveira da Costa, da 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, declarou: “Não se pode conceber, em pleno século XXI”, que o empregador submeta o empregado a situações que remetam às “trevas medievais”.

 

O Tribunal Superior do Trabalho condenou a empresa a pagar R$ 50 mil a título de dano moral, sendo R$ 10 mil em decorrência das humilhações sofridas nas campanhas e R$ 40 mil pela caminhada sobre o carvão em brasas.

 

Em sua defesa, a empresa admitiu que o treinamento de andar sobre brasas aconteceu de fato, porém, realizada com todas as precauções necessárias por uma empresa especializada e nenhum funcionário era obrigado a realizar a atividade. Segundo a distribuidora, tudo foi realizado com descontração e alegria e nenhuma intercorrência foi registrada. Além disso, afirmou que o evento ocorreu dois anos atrás e o funcionário não se manifestou durante esse período.

 

“Eguinha Pocotó”

Isso não é tudo, na denúncia, o funcionário afirmou que a empresa fazia um ranking de vendedores mensal. Aquele que tinha o melhor resultado tirava uma foto ao lado de um carro de luxo, já o último colocado deveria tirar uma foto ao lado de um Fusca. As imagens eram disparadas por todos os funcionários da empresa, segundo declaração.

 

Além da foto, o empregado mal avaliado era obrigado a dançar músicas constrangedoras, como, por exemplo, o Funk “Eguinha Pocotó”. A empresa acusada negou essa última declaração.

 

O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho para as devidas providências. A empresa pode recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

 

Com informações de Consultor Jurídico

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